O Baile de Máscaras
Introdução
Essa aventura foi pensada para ser jogada em aproximadamente 3 sessões, ou 9 horas de jogo. Para isso, ela foi divida em três atos, mas não significa que cada ato deva corresponder a uma sessão.
O mundo é uma fantasia medieval na qual a magia está presente e faz parte da vida normal, porém, não são todos que podem realizá-la.
Nesta aventura, você vai encontrar um assassinato que pode ser o estopim de uma guerra caso os aventureiros não descubram o culpado rápido o suficiente. O que parece ser uma conspiração política é, na verdade, motivado por sentimentos egoístas e com objetivos a nível pessoal.
Resumo da aventura
Os aventureiros foram contratados para serem parte da equipe de segurança do baile de máscaras do reino: a grande comemoração do aniversário da princesa de Vinifera. No evento, será anunciado oficialmente o seu casamento com o príncipe de Triticum. O pagamento é alto e o serviço é rápido e simples — apenas tomar conta para que não invadam a festa na qual estão concentrados os nobres que controlam o continente inteiro.
Mas é óbvio que algo tinha que dar errado. O príncipe Aurélio é assassinado no labirinto do jardim real enquanto ocorre um jogo de polo no qual quase todos os nobres estavam. Desesperada com a situação, a rainha decide trancar os portões do palácio para que os aventureiros desvendem esse caso o mais rápido possível. Enquanto isso, a guarda se divide entre tentar controlar a revolta dos nobre confinados e vigiar todas as entradas da área da festa, não deixando ninguém sair ou entrar, com exceção dos aventureiros. Fica claro que a ideia de trancar os convidados dentro do palácio não foi das melhores. Além do temor de ter um assassino entre eles, os convidados são influentes demais para serem retidos. A ameaça de uma guerra contra o reino de Vinifera paira no ar.
Tudo indica que a embaixadora de Solanum é a grande responsável pelo assassinato, mas as pistas parecem óbvias e fáceis demais para que isso seja verdade. Quem será que está tentando enquadrar a embaixadora e, mais importante, por que o príncipe de Triticum foi assassinado durante o baile de aniversário da princesa?
A História por trás da Aventura

Os quatro reinos
O tratado de paz foi uma conquista para Plantilla. 100 anos atrás, o continente estava à beira de um abismo, com a guerra aniquilando a população de cada uma das quatro nações. Nada parecia ser o suficiente para frear o conflito instaurado. Foi só com o esgotamento dos recursos das nações que a trégua foi alcançada. Passando por um momento de fome generalizada no continente, Lycoper, a menor de todas as nações, propôs que a trégua se transformasse em um tratado de paz. O mesmo tinha os seus preferidos e foi aceito com um gosto amargo pelas nações que não eram favorecidas, mas que não tinham outra alternativa.
Atualmente, as quatro nações convivem em uma harmonia delicada. Algumas ressentem o tratado enquanto as outras prosperam. As negociações entre os reinos começam a ficar mais hostis, com a tensão entre eles crescendo. As quatro nações são:
Vinifera
Com uma área abundante, privilegiada pelo clima mais ameno, Vinifera é uma ótima terra para o plantio. O seu cultivo é mais famoso pela produção de uvas, que resultam no famoso vinho de Vinifera, o melhor do continente. Exportando recursos para os outros reinos, é uma nação poderosa e que tem vantagem na negociação com todas as outras. Favorecida pelo tratado de paz, consegue controlar as negociações com facilidade. Temida pelas outras nações, Vinifera se mantém no topo da cadeia alimentar. Foi o principal alvo da Grande Guerra, e, mesmo tendo se passado 100 anos e com um tratado de paz entre os quatros reinos, ela continua ressabiada, preocupada com um ataque que pode surgir a qualquer momento.
Triticum
Conhecida por suas minas, Triticum é, sem dúvidas, a segunda potência do continente. Com seus ferreiros habilidosos e exército muito bem formado, Triticum é uma nação a se temer. Durante a Grande Guerra, tentou diversas vezes invadir e conquistar o território de Vinifera, que resistiu com unhas e dentes. A península de Myrtillus é o maior ponto de interesse por ter o porto mais próximo ao continente vizinho de Animactus. Ela tinha sido conquistada durante a guerra, mas foi devolvida à Vinifera por causa do tratado de paz. Não seria grande surpresa se Triticum rompesse com o tratado de paz entre os continentes para tentar invadir Vinifera novamente, em especial considerando que as sanções foram particularmente rígidas com Triticum, por ter sido considerada a culpada pela guerra.
Solanum
Por causa de seu clima desértico, Solanum é o reino com maior instabilidade econômica. Não consegue suprir a necessidade de alimentos da população, sendo dependente de Vinifera para tal. Durante a Grande Guerra, uniu-se à Triticum para fazer um ataque à Vinifera por ambas as frentes. Para repetir esse ataque, seria necessário que as forças militares de Triticum conseguissem se mover para Solanum com mais facilidade, o que implicaria atravessar Vinifera sem levantar suspeitas.
Lycoper
Com o clima mais frio, Lycoper se especializou no estudo da magia, feitura de poções e amuletos. Com o seu conhecimento refinado, eles conseguem se manter firmes no cenário político, mesmo sendo o reino com o menor território. Os boatos são de que, se um mago for treinado em Lycoper, ele consegue enfrentar 100 soldados e sair ileso. Foi aliado de Vinifera na Grande Guerra. Atualmente, tem um comportamento pacífico, mas não neutro. A Universidade de Lycoper parece ter uma tendência a aceitar mais estudantes de Vinifera do que de qualquer uma das outras nações. Vizinho de Vinifera e Triticum, Lycoper foi quem sugeriu o tratado que mantém a harmonia no continente.
O Momento Atual
Cem anos se passaram desde a grande guerra. Está na hora de renovar o acordo de paz entre os reinos e, para fazê-lo, será celebrado um casamento entre a princesa de Vinifera e o príncipe de Triticum, junto com a entrega da península de Myrtillus à Triticum, como presente de Vinifera e demonstração de boa fé. Fica claro o esforço de Vinifera para manter a paz, e Triticum nunca esteve mais feliz com sua posição no cenário político do continente. Dado que a península já foi abdicada, tudo o que é necessário agora é a celebração do matrimônio. O que pode dar errado?
Os ensinamentos do Consorte Real
Existem dois tipos de dever: aqueles que foram feitos para serem cumpridos e os que foram feitos para serem questionados. Luna sabia que ela deveria cumprir com o que lhe foi incumbido, mas não conseguia evitar o questionamento dele.
Desde criança, ela teve incontáveis aulas de história. Afinal, “não se constrói um bom futuro sem entender o passado”. No mínimo, era isso que seu professor falava. Mesmo com toda a perspectiva do seu papel na história da nação, na história do continente, Luna continuava a matutar ideias para escapar dele. O tratado de paz deveria ser mantido. Isso era indubitável. E não existia saída fácil desse casamento sem quebrar o tratado. Seu destino estava selado. Nada conseguia fazer com que ela suprimisse o sentimento de aprisionamento, uma claustrofobia absoluta, mesmo que ela estivesse completamente livre naquele jardim.
“Não existe estrela no céu que brilha mais do que você”, falou uma voz muito bem conhecida, “e não existe chuva mais intensa do que as suas lágrimas.”
Virando o rosto, ela se deparou com o seu pai. A figura do homem que a criou estava cada dia mais frágil, envelhecida e enfraquecida. Vê-lo esmorecer diante de seu olhar, com o passar de cada dia vagaroso, era para ela o prólogo de um epílogo melancólico.
“Eu não tenho paciência para poesia agora”, ela disse, escondendo o seu sorriso de canto de boca.
“Quando eu era menino,” e lá vinha uma longa história de seu velho pai, “adorava Lycoper. As paisagens belíssimas de vales e morros cobertos de árvores que mudavam de folhagem a cada estação. Passei anos enamorado por aquela terra. Dizem que é raro alguém se apaixonar por aquilo que já tem. Bem, eu era apaixonado por Lycoper. E pela ideia de algum dia ser útil no governo, assumir o meu papel. Me surpreendi com a chegada do meu verdadeiro papel. A função que eu iria desempenhar não era muito mais do que uma mera formalidade para cumprir uma promessa feita anos antes do meu nascimento.”
O olhar sábio do pai repousava sobre o horizonte, observando o labirinto de arbustos altos, cuidadosamente podados.
“É óbvio que me entristeci,” ele continuou, seu tom de voz revelando um sentimento que nunca foi assumido, “Me tiraram do meu lar. Não posso mentir e dizer que sequer questionei o que estava sendo imposto. Fui cumprir o meu dever. Você sabe que eu e sua mãe… Nós nunca nos entendemos bem. Mas não tem problema, ela é a rainha de Vinifera, e eu sou apenas o consorte. Um acessório. Uma joia na coroa dela, entre outras tantas. Nunca fui relevante aqui.”
Ele encarou a filha, e ela conseguiu enxergar ele juntando a coragem para dizer suas próximas palavras.
“Você não é como eu.”
Deveria ter mais a ser dito. Mais alguma frase, qualquer que fosse, que completasse aquele raciocínio sinuoso. Mas não era necessário, de fato. Entre as curvas das linhas, estava escondido seu verdadeiro significado. Isso era tudo o que Luna precisava ouvir.
“E você,” começou a princesa, com uma ideia nascendo em sua mente, “não precisa ficar preso ao passado. Podemos moldar um futuro diferente… para nós dois.”
O Plano de Vinifera
Cansado de ser apenas o consorte, Franchesco se junta à sua filha, princesa Luna, que sente que seu destino está sendo manipulado, para executar um plano que tanto salvaria a princesa do casamento indesejado quanto criaria uma inimizade entre Triticum e Solanum. Com a quebra de confiança entre as duas nações, que no passado tinham se unido para guerrear contra Vinifera, surge a oportunidade de Vinifera tomar o controle de Solanum. Finalmente, o Consorte Real teria algum gosto de poder, sabendo da sua influência nos bastidores do grande domínio de Vinifera.
Os três atos
Primeiro Ato
Gancho
As personagens dos jogadores são heróis renomados na guilda e, por isso, são convidados de honra no Baile de Máscaras. Eles são incentivados a aproveitar a festa, comer, beber e dançar. Se for algo que a sua mesa goste, peça também para que eles descrevam a máscara e a vestimenta especial que cada uma das personagens escolheu para o baile, lembrando-os que eles tiveram bastante tempo para planejar o visual.
Durante a festa, ocorre um jogo de polo, e os aventureiros são convidados a participar dele junto aos nobres do continente. Contudo, a partida é interrompida por um grito que vem de dentro do labirinto: é a princesa Mariana, futura regente de Vinifera, que encontrou o corpo do príncipe Aurélio, de Triticum, no centro do labirinto.
Segundo Ato
Pistas e Desafios
Algumas pistas são mentiras para enquadrar a embaixadora Yasmin, enquanto outras revelam o plano da Marechal Adélia com a princesa Luna e o consorte Franchesco.
| Personagem do Mestre / Local | Pista para enquadrar a embaixadora |
| Jardim | Abridor de cartas de Solanum, deixado lá pela marechal Adélia quando assassinou o príncipe. |
| Quarto da Embaixadora | Carta ordenando o assassinato do príncipe Aurélio, escondida na gaveta da escrivaninha. Foi plantada pela marechal Adélia durante a confusão. |
| Princesa Luna | Destaca que a embaixadora não desceu para o café da manhã, pulando para a conclusão de que isso só pode significar que ela estava tramando algo. |
| Marechal Adélia | Viu Yasmin indo para o labirinto durante o jogo. |
| Personagem do Mestre / Local | Pista que revela a verdade |
| Carimbo oficial de Solanum – Com a embaixadora | Mostra que a carta é forjada, pois tem uma parte do símbolo (um sol, de Solanum) que tem um raio a menos. |
| Rei Nuno (Lycoper) | Yasmin estava no salão de descanso. |
| Embaixadora Yasmin | De manhã, teve um péssimo episódio de enxaqueca, o que a fez ficar no quarto durante o café. Durante a tarde, ela se forçou a comparecer à festa, mas passou o jogo no salão de descanso para se recuperar em silêncio. |
| Alquimista Mirela | Analisando o veneno, ela afirma que ele é típico de Vinifera e é usado para combater as pestes das masmorras. A alquimista não sabe dos planos de assassinato, e, caso perguntem para ela, afirma que o único para quem ela fornece esse veneno é ao Thomás. |
| Zelador Thomás | Parece tirar sarro dos aventureiros no começo, falando que o veneno não é trancado a 7 chaves e quase qualquer um conseguiria pegar uma dose pequena dele. Se intimidado ou persuadido o suficiente, ele admite que ele forneceu o veneno para a Marechal Adélia. |
| Rainha Margarida | Estava dando uma volta pelo jardim como aquecimento para o jogo, quando notou que a Marechal Adélia parecia andar com pressa de volta para o seu posto. Ela presume que a Marechal deve ter passado mal do estômago ou algo similar. Ela entrega essa informação caso interrogada o suficiente, mas sem dar muita atenção a ela de fato. |
| Princesa Mariana | Tenta inventar mil desculpas para o motivo pelo qual ela estava com o príncipe no labirinto. Quando confrontada, ela assume o caso que tinha com ele e se justifica revelando que Luna nunca quis casar com o príncipe. |
O escalonamento do confinamento
Os nobres não aceitam o confinamento de bom grado. Para deixar a aventura mais interessante e com um grau de imprevisibilidade até mesmo para o mestre, é possível utilizar a tabela abaixo para escalar a tensão do confinamento. Sinta-se livre para rolar os resultados, ou organizá-la da maneira que quiser e usar os eventos em uma ordem pré-determinada.
| d8 | Evento |
| 1 | A rainha Margarida vomita de nervoso, precisando de cuidados médicos |
| 2 | O rei Nuno espalha a fofoca de que esse confinamento é um plano de Solanum para matar todos eles. |
| 3 | O rei Otávio ameaça começar um motim. |
| 4 | O consorte Franchesco tenta acalmar o medo deles, propondo atividades para distrair os outros nobres. |
| 5 | A marechal Adélia afirma que eles estão mais seguros dentro do salão de baile do que fora dele, pois todos estão à vista e o assassino não conseguiria matar mais ninguém. |
| 6 | Os nobres se unem para questionar a rainha Lupita, demandando que sejam libertados imediatamente. |
| 7 | Os nobres começam a quebrar os móveis do salão, destruindo o ambiente ao seu redor. |
| 8 | Ultrajados por toda a situação, os nobres passam a se recusar a responder perguntas. |
Caso todos os eventos tenham sido utilizados, parta para o último recurso: O rei de Triticum declara guerra contra Vinifera.
Terceiro Ato
Conflito final
Há duas possibilidades principais para a resolução desse conflito: ou os aventureiros vão ser enganados e pensar que a Embaixadora Yasmin é a culpada, ou eles vão desvendar o mistério e descobrir que o assassinato foi articulado pela princesa Luna.
Descoberto que o assassinato foi planejado pela princesa e o consorte real, o rei de Triticum se enfurece e tenta fazer justiça com as próprias mãos.
De outro modo, caso os aventureiros indiquem a embaixadora Yasmin como culpada, ela se rende, mesmo afirmando que não é a assassina. No desdobramento final nessa linha do tempo, Vinifera, Triticum e Lycoper se unem contra Solanum em uma guerra.
Combate
O combate é a última opção para Vinifera. Eles tentarão ao máximo evitá-lo, mas resistirão à prisão. No começo do combate, eles darão sinal para a guarda atacar e, na sequência, tentarão fugir do centro do combate e agir à distância, dado que são conjuradores.
Lutando contra os aventureiros:
Princesa Luna
Aprendeu magia com o pai, mas não tem a mesma maturidade que ele. Ao contrário dele, se for atacada por um nobre, atacará de volta, focando neles em vez dos aventureiros. Ela não se importa de começar uma guerra. Caso ela fique perto da morte, a mesma se rende.
Consorte Real Franchesco
Está focado em defender a filha. Um excelente mago, honrando sua origem em Lycoper. Caso os outros nobres ataquem, ele tentará acalmar os nervos deles rolando algo relacionado à diplomacia ou persuasão (adapte de acordo com o sistema), no entanto, consegue apenas se o resultado for uma rolagem crítica positiva. Se porventura ele falhar na rolagem e sofrer dano dos nobres, o mesmo retribui os ataques. Ele se rende se ficar perto da morte.
Marechal Adélia
Não hesita em partir para a violência. Ela prefere morrer em combate do que ser presa posteriormente por ter desistido dele ou se rendido. Comanda a guarda com excelência. Ela não ataca os outros nobres.
Guardas
Seguem as ordens da Marechal. Só irão atacar caso ela dê o sinal, ou tome ação para combater os aventureiros. Também não atacam os outros nobres. Não se rendem.
Lutando com os aventureiros:
Rei Otávio
Um guerreiro experiente que foi treinado a vida inteira para batalhar e criar estratégias militares. Ele se associa aos aventureiros. Completamente raivoso, vai arriscar a sua vida de forma inconsequente se isso significar que ele vai infligir algum dano aos monarcas de Vinifera.
Fogem do combate:
Embaixadora Yasmin
Sendo uma diplomata, ela não tem interesse em se juntar a nenhum dos lados do combate, mas, sim, em se manter neutra.
Rei Nuno
Nunca foi de fato apegado ao irmão e não hesita em tentar fugir da área o mais rápido possível, mesmo que isso signifique prejudicar a sua aliança com Vinifera. Para ele, preservar sua vida é mais importante.
Rainha Margarida
Parte junto com o marido sabendo que esse tipo de confronto só pode levar a um movimento de desestabilização de todos os reinos.
Material de Suporte
Personagens do Mestre (NPCs)
Corte de Vinifera
Rainha Lupita
Máscara de Urso. Uma mulher de 40 anos muito bem apessoada e com um temperamento complicado. É polida com os aventureiros, contudo, não tem respaldo na hora de pedir pela ajuda deles para resolver o assassinato. Durante o jogo, estava sentada em um camarote especial. Uma informação importante que ela oculta dos jogadores é que uma guerra entre Solanum e Triticum poderia beneficiar Vinifera. Afinal, ela pode não estar a par dos planos do marido e da filha, mas ela continua tendo noções políticas e de estratégias militares.
Consorte Franchesco
Máscara de Águia. Calmo e pacífico. É tão gentil que chega a causar estranheza. Estava sentado ao lado da rainha durante o jogo no camarote especial. Portador de diversos segredos, esconde dos aventureiros que o assassinato foi, na verdade, obra dele e da filha e tenta ao máximo não deixar escapar a informação de que sabe que a filha não quer se casar de fato.
Princesa Luna
Máscara de Raposa. Por fora, uma garota mansa, inofensiva, e até mesmo inocente. O que poucos sabem é que ela é dissimulada e manipuladora. Estava sentada ao lado da cadeira vazia da irmã durante o assassinato. Fingia estar apaixonada por Aurélio e, quando propriamente pressionada, confessa que sabia que a irmã estava tendo um caso com ele. Caso os aventureiros suspeitem dela e queiram tentar desmascarar as suas mentiras, uma rolagem alta o suficiente será o bastante para enxergar a verdade e deduzir que a princesa tem alguma culpa. Porém, a rainha Lupita, que não sabe do plano da filha, não irá aceitar a culpa da princesa sem provas pertinentes.
Princesa Mariana
Máscara de cervo. Estava tendo um caso com o príncipe Aurélio e foi quem o descobriu morto. Ela mente porque seria muito suspeito ter marcado um encontro com ele no labirinto. Não muito esperta, a história dela é inconstante. Ora ela fala que encontrou o príncipe daquele jeito, ora ela diz que ele estava falando normalmente e depois começou a tossir, vomitar sangue e, em seguida, parece ter sufocado e morrido. Se a acusarem de ter um caso com o príncipe, ela não nega e afirma que a irmã nunca quis casar com o Aurélio.
Corte de Triticum
Rei Otávio
Máscara de nariz comprido, vermelha. Está arrasado com a morte do filho. Primeiro, ele fica incrédulo e, em seguida, raivoso, ameaçando entrar em guerra contra Vinifera se não encontrarem logo o culpado. Ele estava jogando polo durante o assassinato. Quando confinado no salão de baile, fica indignado e, depois de algum tempo, começa a ameaçar um motim.
Príncipe Aurélio
Máscara de coelho branco. Herdeiro do trono de Triticum, era perdidamente apaixonado por Mariana, mas destinado a se casar com Luna. Foi encontrado morto com uma perfuração entre as costelas e sangue em todas as suas vestes, além da glote completamente fechada.
Corte de Lycoper
Rei Nuno
Máscara de rosto da comédia, colorida com flores amarelas e vermelhas ao redor dos olhos. Um tolo que pode ser enganado por qualquer um. Acredita nas mentiras mais sensacionalistas do mundo. Estava na sala de descanso durante o jogo de polo e foi quem viu a embaixadora Yasmin fora do quarto.
Rainha Margarida
Máscara de rosto da tragédia, colorida com flores azuis e verdes ao redor dos olhos. A voz da razão, sensata e moderada. Contudo, nem sempre é empática. Ela estava jogando polo durante o assassinato.
Corte de Solanum
Rei Gustav
Não está presente.
Rainha Farrah
Não está presente.
Embaixadora Yasmin
Máscara completamente branca e sem expressão. Fria e antipática. Está sempre de mau-humor. Obviamente, não queria estar no baile e tem que dar sorrisos falsos para todos. Conhece muito bem a história dos reinos e é quem melhor vai poder explicar aos aventureiros sobre a Grande Guerra e o tratado de paz. Ela hesita em explicar aos aventureiros que, se há alguma nação que se beneficiaria de uma guerra entre Solanum e Triticum, seria Vinifera. Não foi vista durante o jogo e não sentiram sua falta. Passou a maior parte do dia trancada em seu quarto, dada a sua enxaqueca, mas se forçou a descer para o salão de descanso na altura do jogo de polo apenas para não falarem que ela ficou a festa inteira sem interagir com ninguém.
Outras personagens
Marechal Adélia
É direta, chegando a ser ligeiramente rude. Foi quem cometeu o assassinato do prínicipe, obedecendo as ordens da princesa Luna, e está tentando acobertar o crime. Corrupta, não há o que ela não faça pela quantia certa de ouro.
Mentiu ao dizer que viu a Embaixadora Yasmin contornar as arquibancadas do jogo de polo pela parte de trás e ir ao labirinto. Ela arranjou o veneno com o Thomás, o responsável pelas masmorras
Thomás, o Zelador
Sendo o zelador do castelo, ele forneceu o veneno à Marechal em troca de uma boa propina. Infelizmente, ele não entende a importância dessa informação e a passaria adiante se fosse persuadido ou intimidado o suficiente. Ele fala com um tom levemente irônico e tem uma expressão facial de deboche praticamente a todo momento.
Alquimista Mirela
Caso o abridor de cartas seja levado a ela, Mirela conseguirá identificar o veneno que matou o príncipe. Afirma que a substância é típica de Vinifera e é utilizada para matar as pestes das masmorras. Não está ciente dos planos da princesa Luna e de seu pai.
Locais
O salão de baile do castelo
Nele, existem peças de tapeçaria, que representam a história do reino, penduradas nas paredes. No centro da sala, há um candelabro gigantesco que flutua magicamente. As velas iluminam o ambiente, e suas chamas coloridas dançam ao ritmo da música. Os feixes de luz se estendem por toda a extensão do salão, correndo entre a mobília suntuosa e os convidados agitados com um efeito quase neon.
Sala de jantar e descanso
As mesas são redondas, amplas, mas tem poucas cadeiras — no máximo 4 para garantir que os grupos que se juntam à mesa são pequenos e tem uma atmosfera íntima. Um feitiço abafa o som vindo do salão de baile. Ao sentar-se à mesa, recebe-se a imagem mental do menu, destacando os pratos favoritos dos convidados. Logo em seguida, chegam os garçons de cera, servindo os pratos ideais (literalmente) para cada um dos convidados. O vinho também é servido em abundância, assim como os licores mais fortes para quem desejar.
Poltronas e sofás próximos às paredes são extremamente confortáveis, feitos de veludo vermelho e madeira escura. No salão de descanso, sofás, poltronas e chaises aparecem e desaparecem conforme surgem pessoas que gostariam de sentar ou deitar. Pétalas de flores ficam suspensas no ar sobre a cabeça dos convidados.
Jardim do castelo
Amplo como um parque, mas ainda assim murado. O ponto principal é o labirinto verde que fica no centro do jardim. Por mais que ele não seja muito complexo, seus arbustos altos e constantemente podados deixam claro o cuidado que há na preservação dele. Há um contraste esquisito entre a falta de complexidade do jardim e a altura dos arbustos, como se fosse uma brincadeira de criança.
Ao lado do labirinto, existe um campo para jogos que, na ocasião, está organizado para um jogo de polo, com arquibancadas elevadas e cobertas de seda roxa, a cor que simboliza Vinifera, circundando a área do jogo.
Agradecimentos
Muito obrigada por ler até aqui. Espero que vocês gostem desse Baile de Máscaras, e que ele renda muita intriga e mistérios. Agradecimentos especiais para os meus amigos playtesters (BBrustol, Gustavo “Frank” Freitas, Jovenzinha, Lee, Peixe Silvestre e Reed), com quem eu posso sempre contar para jogar minhas aventuras; para o ilustrador Leo Coruja, que está tornando as minhas ideias muito mais palpáveis com a sua arte; e para o Professor André Salomão, que sempre me ajuda muito com a revisão e edição dos meus textos.

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