Nota da Rubi
A melhor forma de mestrar essa one-shot é adaptá-la ao seu gosto, maneira de planejar e estilo de mestragem. O que você encontra aqui é apenas a base da história, e algumas das peças dela. Torne esta história sua através da sua personalização e toque pessoal. Dito isso, minha recomendação é ler esta proposta do início ao fim, para entender melhor o contexto dela.
Aviso de gatilho: Esfolamento
A história por trás da Aventura
Lila, contra a indicação de praticamente todos da vila, adentrou demais o bosque que havia por lá, seguindo pela trilha mais ao leste. Sendo uma caçadora jovem, imprudente e curiosa, ela não resistiu à tentação de explorar um lugar dito como tão “perigoso”. Foi uma surpresa encontrar uma luz dourada que brilhava entre as árvores, onde o ar estava particularmente fresco e tinha cheiro de orvalho, mesmo que já tivesse passado do meio-dia. Nessa região mágica, ela encontrou uma raposa, que tinha o andar calmo e o pelo mais branco que Lila já tinha visto. Com muito cuidado para não estragar o pelo da raposa, ela atirou uma flecha certeira que a matou em poucos segundos de agonia. Feliz com a caça, Lila recolheu a raposa com a certeza de que daria uma bela estola.
No dia seguinte, Lila voltou para a mesma parte do bosque, mas ele estava completamente diferente. A região estava escura, uma névoa inconveniente dificultava a visão, e um cheiro de queimado prevalecia no ar, mesmo com as árvores cheias de folhas verdes. Aquele não era o mesmo bosque encantando de antes. Ela tentou voltar para a vila, mas o bosque parecia se estender eternamente. Não importava o quanto ela andava, todo o cenário do bosque tinha dominado o caminho de Lila. Até que, em certo ponto, ela viu uma luz dourada, tímida e pequenina.
Ela seguiu a luz e se deparou com uma clareira enorme. No centro da clareira, havia uma fada, com a aura dourada que brilhava ao seu redor cada vez mais fraca. Lila se aproximou da fada sem pensar duas vezes. Queria oferecer ajuda. Contudo, assim que a fada viu Lila, sua aura mudou de dourado para um branco fortíssimo. O rosto da fada, antes melancólico com incapacidade e impotência, agora era dominado pela raiva.
Lila tentou recuar, se afastar da fada o máximo que podia, mas cada passo que ela dava para longe fazia a clareira parecer menor, até que sobrou apenas ela e a fada em um círculo pequeno, tão densamente cercado de árvores que Lila tinha dificuldade para respirar.
Com seus dedos brancos e finos, a fada tocou o topo da cabeça de Lila.
“Você, menina, precisa aprender uma lição. Que tal se você sumisse? Não, não. Não é o suficiente. E se você fosse caçada?… Sim, caçada soa melhor. Bem, porque não os dois? Durante o dia, apenas uma voz que perturba as pessoas, e pela noite, uma criatura tão assustadora que a sua única opção é se isolar completamente, senão será morta por aqueles que te ‘amam’. Mas, calma, eu não sou tão cruel assim. Traga para mim a pele de alguém amado, para que eu possa usar de estola, e eu desfaço a maldição. Gentil da minha parte, não é?”
Antes que Lila pudesse reclamar, brigar ou gritar, os seus lábios se grudam sua boca começa a crescer. Ela se funde com o nariz, as narinas se fecham completamente, e essa massa lisa que costumava ser parte do rosto de Lila agora cresce como o focinho de um cavalo. Ela consegue sentir os seus ossos se alongando, dando para ela pernas compridas e braços ainda mais longos, com dedos tão finos e afiados que parecem até mesmo facas. Sua pele tinge-se de um branco absoluto, e seus olhos agora não passam e pequenas orbes completamente pretas.
Com um último floreio, tentando disfarçar uma lágrima de raiva, a fada some em uma nuvem de pó branco e brilhante. Para Lila, sobra apenas o desespero.
Resumo da aventura
Lila é a jovem da história antes da aventura. Durante o dia, Lila se manifesta como uma voz incorpórea, ou seja, completamente invisível e que não pode ser tocada. Já durante a noite, Lila se torna uma criatura que não consegue falar, e que segue as personagens na esperança de que elas consigam ajudá-la. Cabe aos jogadores decidirem se eles vão matar Lila ou reverter a sua maldição.
Os três atos
Ato 1 – Ganchos
Em jogos extensos, a apresentação do cenário e o gancho podem ser momentos mais longos e distintos. Contudo, o objetivo dessa história é ser rápida e dinâmica. Por isso, a apresentação e o gancho da história seriam idealmente o mesmo momento. Sinta-se livre para criar o seu próprio gancho, ou usar um dos exemplos abaixo.
- Escutar a voz de Lila pedindo ajuda ao entrar na vila.
- Encontrar uma única missão no mural da taverna: oferecem-se 100 moedas de ouro para os aventureiros que conseguirem fazer a voz que perturba os habitantes da cidade desaparecer.
- Terem sido convocados pela guilda da vila para cumprir a missão de se livrar da voz e/ou encontrar Lila.
Após apresentar o gancho, tenha em mente qual é o objetivo que os jogadores escolheram. Isso irá facilitar a escolha dos desafios do Ato 2. Em linhas gerais, há dois objetivos mais prováveis:
- Se livrar do espírito que perturba a todos / Caçar a criatura
- Ajudar Lila e confrontar a fada
Leve em consideração que o objetivo das personagens pode mudar ao longo da história, e que a narrativa idealmente se adaptaria ao objetivo das personagens.
Ato 2 – Desafios
Com as personagens já tendo um objetivo em mente, chega o momento dos desafios. De acordo com o objetivo das personagens, assim como as interações com o mundo e os NPCs, escolha quais desafios e pistas inserir na aventura. Lembre-se de que não há necessidade de inserir todos eles, e também que é sempre uma ótima opção adicionar os seus próprios desafios e pistas.
| Desafios | Pistas |
| Obter mais informações sobre a voz | A voz diz, de maneira misturada, verdades e mentiras, assim como pode ser cruel ou gentil. |
| Todos os moradores reconhecem a voz como a voz de Lila, mas alguns acham que não é a garota, pois ela sempre foi muito simpática. | |
| A voz surgiu logo após Lila desaparecer | |
| O Oráculo garante que a voz não é de uma pessoa morta, e sim de alguém que está em uma forma incorpórea | |
| Investigar o sumiço de Lila | Todos da cidade sabem que Lila sumiu tem algum tempo, mas a mãe e o irmão de Lila sabem que já faz exatamente 14 dias. |
| O Capitão da Guarda foi a última pessoa a ver Lila. Ela foi ao bosque, depois do meio do dia, e não retornou | |
| No noite anterior ao sumiço, Lila havia caçado uma raposa inteiramente branca. A mãe e o irmão de Lila viram a raposa no quarto, e na manhã seguinte, Lila acordou mais cedo para tirar o couro da raposa e preparar a estola. | |
| Lila levou a carne da raposa para a açougueira no dia de seu sumiço, mas a açougueira pagou muito pouco, pois a carne tem o sabor muito forte e é difícil de vender | |
| Distinguir a voz de Lila da voz da fada | A voz de Lila é gentil, enquanto a da fada é sarcástica e conta mentiras sobre os moradores da vila |
| A voz de Lila pede ajuda, e consegue falar apenas poucas palavras. Aos poucos, ela parou de pedir ajuda aos moradores e passou a falar apenas com Téo, seu irmão mais novo | |
| A voz de Lila dá bom dia e boa noite para Téo todos os dias. Ele implora para que os jogadores não matem Lila, e sim que eles tragam ela de volta. | |
| Tanto Lila quanto a fada podem escolher quem vai conseguir ouvir sua voz. Isso pode incluir todas as pessoas em um ambiente, um grupo seleto, ou até mesmo apenas uma pessoa. | |
| A voz de Lila para de ser ouvida assim que o Sol se põe, pois é o momento em que Lila se transforma em criatura. Leve isso em consideração, pois Lila não gosta de ser vista como criatura. Inclusive, uma sugestão pessoal é que Lila peça aos aventureiros que eles “não tenham medo” dela, mas não revele que ela é a criatura que eles vão encontrar durante a noite | |
| Encontrar a estola | A comerciante comenta que Lila costuma trazer as peles da caça para ela, e que sabe que Lila recentemente vendeu carne de raposa para a açougueira mas não trouxe pelo nenhum pra ela. |
| A estola está no quarto que Lila divide com a mãe e o irmão | |
| Quando alguém toca na estola, consegue sentir nitidamente a presença da fada, que imediatamente foge para a parte encantada do bosque. Essa estola pode então ser usada como bússola para encontrar a fada | |
| Encontrar a fada | A fada pode ser encontrada com a ajuda da estola |
| Tanto o oráculo quanto a líder do conselho sabem que existe essa parte do bosque que é habitada por fadas, mas relutam para revelar essa informação, pois as fadas são criaturas perigosas, que oferecem acordos traiçoeiros. | |
| A mãe da Lila diz que, desde que a filha desapareceu, ela tem feito a trilha do bosque para caçar. Mas tem um momento que a trilha acaba, e a mata fica muito densa, o que deixa ela com medo de se aventurar por lá. | |
| No bosque, a fada se manifesta como uma luz dourada que ilumina uma clareira pequena com várias flores e o mato alto. Ela pode tomar uma forma física caso Lila apareça como criatura, para conversar com Lila sobre o acordo que fizeram, ou caso os jogadores peçam para vê-la. |
Ato 3 – Conflito
Existem algumas opções de conflito final. De acordo com os objetivos aqui listados, delimitei as duas opções principais. Lembre-se que o conflito final deve ser elaborado de acordo com as decisões das personagens. Novamente, sinta-se livre para adicionar o seu conflito próprio.
Caso as personagens encontrem a criatura e decidam matá-la, Lila irá batalhar para defender a sua vida. Após a batalha, pode ser que as personagens ainda tenham o desejo de encontrar a fada. Caso o façam, a fada revela que a criatura era Lila, e que ela deveria ter cumprido o acordo que fizeram para reverter a maldição (lembre-se, o acordo é que Lila traga para a Fada a pele de alguém amado). Aqui, além do combate com a Lila na forma de criatura, também tem a possibilidade de um combate ou um acordo com a Fada. Para a Fada chegar em um acordo com as personagens, ela aceita deixá-las ir caso cada uma delas entreguem para a Fada a memória de alguém amado, o que faria com que a personagem se esquecesse de todo o relacionamento que ela tinha com esse ente querido.
Caso as personagens encontrem a criatura, entendam que Lila e a criatura são a mesma pessoa, e decidam ajudá-la, Lila leva as personagens para se encontrarem com a fada. A Fada faz com que a Lila/criatura ganhe uma boca, permitindo que ela fale que trouxe para Fada pessoas importantes para ela, cumprindo a sua parte do acordo e exigindo que a maldição seja desfeita. A Fada ordena que Lila tire a pele das personagens para entregá-las. Fica à decisão dos jogadores se eles vão entrar em combate ou tentar resolver a situação através do diálogo. Se for através do diálogo, a Fada aceitaria deixá-los ir sob a a mesma condição explicada acima. Caso decidam entrar em combate, cabe ao mestre determinar se Lila irá batalhar ao lado da Fada ou dos jogadores, e balancear o combate de acordo.
Combate
As fichas de combate devem ser preparadas de acordo com o grupo e o grau de desafio que o mestre escolher. A minha sugestão é mudar a aparência de um monstro já existente no sistema da sua preferência e adicionar na ficha dele as características abaixo.
Para montar a ficha de Lila:
- Como ataque especial, os seus dedos são tão afiados nas pontas que chegam a ser cortantes.
- Ela tem o dobro de movimento do que a média de movimento do grupo.
- Por mais que seja magra e a sua pele pareça muito fina, ela tem resistência contra cortes e perfuração.
Para montar a ficha da Fada:
- O dano que ela causa não é físico, e sim elemental ou psíquico/mental
- Ela consegue transformar a pele dela em casca de árvore como uma ação bônus em seu turno, dificultando o acerto no ataque ou reduzindo o dano tomado.
- A habilidade passiva da Fada é ter o número de ações balanceado com a economia de ações do grupo, ou invocar um número de minions de acordo com o balanceamento do mestre.
NPCs
As NPCs abaixo populam a vila e o bosque. Aqui você encontra os conhecimentos relevantes para a aventura, assim como eventuais traços e trejeitos. Sinta-se livre para adaptar e alterar as NPCs da maneira como achar melhor. A idade das NPCs está colocada como fases da vida para dar liberdade ao mestre de determinar quantos anos elas tem de acordo com a raça escolhida para a personagem.
Lila, a voz e a criatura
Jovem adulta. Uma ótima caçadora, mas muito inconsequente com suas atitudes. Mantêm a fachada de garota boa, mas na verdade está disposta a manipular as personagens para que elas a ajudem e depois entrega-las à Fada. É o tipo de pessoa que acredita que os fins justificam os meios.
Tem uma voz doce e gentil, escondendo a sua falsidade. Dependendo da interação com os jogadores, essa falsidade pode ser notada. No começo da maldição, ela pedia ajuda para os moradores da vila, mas desistiu e fazê-lo com o passar do tempo. Afinal, a fada estava espalhando tantas mentiras por aí usando a voz dela que os moradores agora sentem raiva de Lila.
Na forma de criatura, ela é um ser esguio, alto, com a pele de um branco absoluto e opaco. É possível ver a marca das costelas. Ela tem o cabelo, também branco, escorrido e cobrindo parte do rosto. Seus olhos são pequenos e pretos, e seu nariz e boca deformados para formar um focinho alongado e completamente liso, sem narinas ou boca. Seus dedos são compridos e finos, tanto que ficaram afiados, mesmo sem terem unhas.
Fada
Um ser milenar. A Fada tinha a raposa que Lila matou como sua melhor amiga. Indignada com o fim que a raposa levou, a Fada amaldiçoa Lila a ser apenas uma voz durante o dia e uma criatura durante a noite. O prazo da maldição é até o ponto mais alto da próxima lua nova, que é justamente na noite que a aventura começou, 14 dias após Lila ser amaldiçoada. Para quebrar a maldição, a Fada exige que Lila lhe traga a pele de alguém amado.
Exigindo ser chamada apenas de Fada, ela é sarcástica, cruel e brincalhona com as palavras. Ela tem um jeito afetado de falar, mesmo em seus momentos mais raivosos. Está espalhando mentiras pela cidade para gerar o caos e evitar que as pessoas queiram ajudar Lila. Seu brilho, normalmente dourado, muda se ela tiver emoções fortes. Por exemplo, fica branco se estiver raivosa e rosa se estiver alegre.
Gabriella, mãe de Lila
Adulta, quase uma senhora. Acredita piamente que a Lila vai voltar, só teve algumas complicações. Não quer acreditar que a voz que todos da vila escutam seja a voz de Lila. É uma voz tão cruel, e sua filha é uma pessoa tão gentil.
Gabriella tenta caçar desde que Lila sumiu, mas tem medo de se aventurar pra dentro do bosque. Depois de pegar chuva dois dias antes da aventura, ela ficou resfriada e agora se encontra na cama, com febre alta.
Téo, irmão mais novo de Lila
Adolescente. Téo sente muita falta da irmã. Ele sabe que a voz que está pela cidade é a irmã dele, reconheceria em qualquer lugar. Defende as atitudes dela a todo custo, é inocente e otimista. Acredita que o corpo da irmã está em algum lugar no bosque, e que ela só precisa do corpo para poder voltar ao normal.
Viu a criatura uma vez, mas gritou e ela se afastou rapidamente. A Fada espalhou que ele matou a irmã, e agora ele tem vergonha de falar com outros moradores que não sua mãe Gabriella e seu mestre Isaías.
Cleiton, o taverneiro
Adulto. Informa que a guilda não conseguiu resolver o problema, por isso que colocaram a missão no quadro. Ele não sabe porque os membros da guilda não conseguiram resolver a missão.
É um homem caloroso e brincalhão, mas que está inconformado com as mentiras que a voz espalha. Ela falou para Isaías, seu marido, que Cleiton o traiu, sendo que ele nunca fez nada do tipo. Cleiton está de fato falando a verdade, ele nunca traiu Isaías.
Margarida, a dona da Estalagem
Senhora. Sempre querendo saber a última fofoca, ela diz que a voz é Lila, mas na sua forma vingativa. Jura que a voz disse para ela que Lila foi morta por ninguém menos do que o próprio irmão, Téo. Mas, quando ela tentou contar isso para a líder do conselho, não lhe deram ouvidos.
A voz contou para as pessoas que ela não lava os lençóis das camas da estalagem. É verdade, mas a maior parte das pessoas não lavam os lençóis. Quem tem tempo pra isso?
Anna, líder da guilda
Adulta. A voz tem causado tumulto e brigas desnecessárias entre os moradores. Ela precisa ser parada imediatamente, mas toda vez que alguém se predispõe a tentar, essa pessoa fica completamente perturbada pela voz.
Anna, quando não está na guilda, está na taverna. Ela bebe bem mais do que o normal, e costuma ficar barulhenta depois das primeiras cinco canecas. Talvez ela tenha um problema com alcoolismo? Cleiton se preocupa com ela.
Kiara , a líder do conselho
Adulta. Ela sabe que Lila sumiu há exatamente duas semanas. A última vez que foi vista foi indo para o bosque. Explica que existe uma parte do bosque que é controlada pelas fadas, mas não fala isso para os moradores para evitar que eles procurem pelas fadas para fazer desejos e acabem perdendo algo precioso.
Rafael, o oráculo
Jovem. Sonhou com uma besta descontrolada atacando a cidade em uma noite de lua nova. A Fada espalhou que ele é um charlatão. Tudo bem que alguns dos itens que ele tem em sua cabana são só decoração, mas ele não é exatamente um charlatão.
Rodrigo, vigia da torre
Jovem Adulto. Observava Lila ir e voltar do bosque quase todos os dias. A caça mais recente dela era um animal de pelo branco e muito bonito, mas que ele não viu direito por estar muito longe. Homem muito distraído e que de vez em quando tira uma soneca.
Joana, a comerciante
Adulta, quase uma senhora. Estão faltando produtos de pele e couro de animal, agora que Lila não está por lá. A fada falou que Joana que tem um caso com o cleiton, marido do Isaías. Novamente, a Fada está mentindo.
Lucas, o monge
Senhor. Ele sabe que a voz não é um espírito qualquer, é alguém que está entre os vivos e não fez a passagem entre nosso mundo e o outro. Jura que sentiu a presença de duas entidades diferentes. Acha que um pouco de desequilíbrio é necessário para que haja equilíbrio novamente. Não parece ser afetado pela voz.
Raquel, açougueira
Jovem Adulta. Lila tentou vender para ela carne de raposa, mais ou menos duas semanas atrás. Lila normalmente trás caças boas, mas raposa é difícil de vender. Quem tem trazido mais carne pra ela agora é Gabriella, ou tem que mandar vir de outra vila próxima.
Isaías, o carpinteiro
Adulto. Marido de Cleiton, é do tipo calado. Tem ensinado Téo sobre carpintaria. Acredita que a voz não é Lila, e sim um espírito travesso que a corrompeu e agora está espalhando mentiras/segredos para desestabilizar a comunidade. Talvez seja um espírito do bosque. Ele é um homem melancólico, e talvez os boatos envolvendo o Marido e a Joana só tenham piorado a situação dele.
Julia, a curandeira
Senhora. Está tentando apaziguar a febre de Gabriella. Uma vez estava recolhendo ervas e viu Lila seguir a trilha mais ao leste. Talvez a garota não tenha notado a sua presença. Foi acusada pela voz de usar ervas desnecessárias nos seus pacientes e depois cobrar preços absurdos.
Locais
A vila de Terras Altas do Oeste não tem muitos lugares, e nem muito comércio. É basicamente uma avenida com uma praça ao meio, seguida por duas estradas, uma para o sul e outra para o norte. O bosque fica a noroeste da vila.
Taverna
A taverna não é exatamente bem limpa e nem nova. Alguns dos bancos de madeira estão bambos e o chão é grudento. Ela é mantida apenas por Cleiton, e o quanto ela o sobrecarrega é bem óbvio, dado o estado que ela se encontra.
Na taverna há apenas 5 mesas. Logo atrás da maior mesa, que fica em um dos cantos, tem o mural de missões.
Estalagem
Uma estalagem pequena, da mesma maneira que a vila é pequena. Conta com apenas dois quartos, ambos no andar de cima. Ela se promove como “aconchegante”, mas na verdade é só apertada mesmo.
Casa de Lila
Casa de um quarto só, que Lila, Téo e Gabriella dividem. Ela é rústica, mas bem organizada. Téo é quem tem mais zelo com a casa.
Casa do Conselho
Construção circular, com o pé direito alto, de apenas um andar. Ela é construida com tijolos vermelhos, o que lhe dá certo destaque. Fica no meio da praça do comércio.
Em seu interior, há uma pequena lagoa cercada por pedras, logo no centro única sala que esse prédio tem. Almofadas estão empilhadas em um canto, e elas são usadas para fazer as reuniões mensais com os moradores que quiserem participar.
A praça do comércio
É apenas uma praça com uma única barraca, que é a barraca de Joana. Nessa barraca, há uma quantidade pequena de itens diversos, como sapatos, casacos, ferramentas e até mesmo um acessório ou outro.
Ao redor da praça, contudo, há diversas construções, entre eles o templo, a guilda e taverna. Não é nada impressionante. Na verdade, é até meio triste.
Templo
Não é nada muito além de um abrigo de pedra. O salão principal é estreito e comprido, uma área muito mal-distribuída. Não há estátuas dentro, mas tem algumas esteiras de palha para os visitantes não terem que sentar no chão frio.
Carpintaria
Uma casa de madeira lustrosa. Isaías fez um bom trabalho com a carpintaria dele, tendo decorado a entrada com madeira entalhada. Dentro, encontram-se tanto objetos comuns, como cadeiras e mesas, quando esculturas de animais.
Torre de vigia
Uma torre de pedra que fica ao pé da estrada ao norte da vila. Nela, normalmente encontra-se Rodrigo.
Açougue
Tem algumas carnes, principalmente carne seca, para preservá-las melhor. Algumas moscas ficam indo pra lá e pra cá, mas isso já era de se esperar.
Guilda
Com dois andares, a guilda é feita de tijolos com algumas colunas de madeira. É o prédio mais bonito e bem-arquitetado da vila, até mesmo mais do que o prédio do conselho. Dentro, há poltronas confortáveis e algumas as esculturas que o Isaías fez.
Cabana do Oráculo
Uma cabana na estrada norte, perto do bosque. Aparentemente Rafael gosta de lugares mais isolados mesmo, combina com ele. Essa cabana é decorada com pinturas da lua, do sol e diversas estrelas. Há uma mesa no centro coberta por uma toalha macia e cheirosa. Rafael parece ter de tudo, desde cristais até runas e um baralho de tarot, com uma chaleira sempre apitando no fogo.
Bosque
Caracterizado por suas árvores espaçadas, cujas copas não formam um contínuo e ainda é possível ver o céu, o bosque tem uma trilha principal e algumas trilhas secundárias. Adentrar muito nele, seguindo a trilha mais ao leste, leva à uma área cuja densidade de árvores é muito maior e, consequentemente, uma tanto mais escura. Uma névoa repentina dificulta a visão, o ar é gelado e tem cheiro de queimado, o que contrasta com as árvores, que parecem estar saudáveis. Essa parte parece prender quem caminha por ela em uma dimensão em que apenas a mata densa existe. A única saída é encontrar a luz dourada da fada, que leva para uma clareira, e pedir para sair do território mágico.
Notas finais
Obrigada por ter lido até aqui! Espero que essa aventura seja divertida para jogar com seus amigos, e que ela esteja fácil de compreender e mestrar. Como repetido diversas vezes ao longo do texto, torne esta aventura sua ao adicionar seus próprios elementos e toques. Caso venha de fato a jogá-la, por favor me conte como foi =) O meu inbox no instagram(@coragemnarrada) está sempre aberto.
Agradecimentos
Gostaria de agradecer Gustavo “Frank” Freitas, Leonardo “AhNão” Domingues, L.P., Maurício e Thales Teruel pelo feedback cuidadoso.
Até a próxima aventura!

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